A pessoa que vejo quando olho no espelho parece conhecida, mas não identifico os cabelos grisalhos, os óculos, as rugas, rosto e corpo desgastados pelo passar dos anos.
Não me sinto
desgastada, nem enrugada, mas serena, livre para ser quem sou, para me doar,
para amar, servir, viver com vigor e entusiasmo os chamados anos dourados da
vida.
O passar dos anos cobrou do meu corpo um preço, mas, com suas múltiplas e variadas experiências e oportunidades, trouxe algo mais precioso que a pele lisa e os cabelos escuros da juventude.
Trouxe maturidade!
Em nossa
cultura, velhice é sinônimo de tudo que as pessoas procuram evitar: articulações
enferrujadas, dores incômodas que quase roubam a agilidade dos movimentos, artérias
avisando que um dia podem parar de funcionar, além dos sinais mais óbvios da
aparência – rugas, cabelos brancos, flacidez, óculos, chatice...
Cosméticos,
cirurgias plásticas e inúmeros outros recursos são buscados com avidez na
tentativa de fazer parar o tempo e até mesmo voltar atrás. Por isso, quando se
fala em maturidade, parece um disfarce, uma compensação pobre, uma palavra
bonita para encobrir uma realidade por vezes desagradável, como se velhice e
maturidade estivessem automaticamente interligadas. Mas não é bem assim!
Velhice
acontece com o corpo. A máquina que Deus incluiu “de forma assombrosamente
maravilhosa” vai-se desgastando com o passar dos anos, por mais bem cuidada que
seja, isto é um fato.
Envelhecer é inevitável, mas amadurecer, não.
A maturidade vem da renovação interior, embora
o corpo demonstre o nosso ser interior, se renova dia a dia, produzindo para
nós um eterno aprender. Se não
permitirmos que as experiências da vida nos ensinem e nos façam amadurecer,
podemos chegar à velhice do corpo e da alma, sem crescimento, sem transformação
e sem beleza.
Nosso corpo
pode envelhecer, mas nosso espírito deve permanecer jovem, é sobre a coragem de
viver a vida com maturidade!

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