Para a Psicologia, a agressividade se define
como um comportamento diferente da violência em si, por ser uma construção
social: é aprendido. Apesar de relacionado com o repertório inato de violência,
os atos de agressão só se mantêm se forem devidamente reforçados. A
agressividade tem como objetivo causar danos ao outro que é, de maneira geral,
motivado a evitar tal comportamento. Crianças em meados da segunda infância,
que é um período em que elas estão se apropriando das leis de convivência e
socialização, tendem a demonstrar comportamento violento ao verem adultos
(sobretudo pais e familiares) se comportando de maneira hostil e tendem a
aprender este comportamento – e associar a violência a resolução de problemas,
surgindo o aspecto da agressividade em sua personalidade, que poderá se manter
por anos: uma criança violenta pode, então, se tornar um adulto agressivo. A
educação, aqui, tem um grande poder de coibir uma possível manutenção do
comportamento, sob o risco de gerar um sujeito que não dissocia agressividade de
viver em sociedade – inclusive no trânsito.
O sujeito agressivo tende a agir com a
finalidade de menosprezar o comportamento alheio e as outras pessoas para
realizar os seus próprios objetivos. Esse padrão costuma se manifestar em
pessoas com baixa auto estima, sentimento de culpa e ansiedade, relações
interpessoais frágeis, complexos de superioridade e que apresentam dificuldades
em lidar com o poder. Tendem a ser controladores, vulneráveis ao isolamento e
podem, em algum nível, elaborar fantasias para sustentar sua necessidade para a
agressividade.
Estudos apontam que é comum, em algum momento da
vida do condutor, cometer deslizes. Quando se torna frequente, é uma questão de
saúde pública.
Dr. Leon James separa em três níveis:
impaciência, luta de forças e negligência. Os motoristas agressivos tendem a
acreditar que sua perícia em condução está num nível superior às dos demais e
acreditam não estar contribuindo para o caos do trânsito.
Impaciência: não parar diante de
placas ou sinais vermelhos, andar com velocidade acima do permitido, bloquear
cruzamentos. São comportamentos que servem de estímulo aversivo para os outros
condutores, e oferecem os menores riscos entre os três grupos.
Luta de
forças:
impedir outros condutores de realizar conversões e mudança de faixa, bem como
sair de outras vias, usarem de gestos obscenos ou xingamentos para ameaçar
outros condutores, ignorar a distância de segurança do condutor à frente e
laterais. Estes sujeitos como “psicologicamente instáveis que acreditam estar
fazendo um bem à sociedade, achando que os outros cometeram erros e precisam
ser punidos, desejando punir aqueles que não têm uma conduta semelhante ao do
condutor agressivo”.
Negligência: duelos, velocidades
muito altas, fechadas, andar em “zig-zag” sem sinalização, dirigir entorpecido
ou alcoolizado, bem como os crimes que se utilizam do trânsito como atropelos e
assaltos. É o último nível de agressividade.
As causas mais comuns são: um
ambiente físico que estimule a raiva e o estresse (como muito barulho, calor,
engarrafamentos e a sensação de anonimato), baixa fiscalização (sentimento de
impunidade) e um ambiente social que permite e até incentiva esse
comportamento, como é o caso dos outros condutores, amigos e familiares do
agressor no trânsito. É necessário mais educação e formação pessoal.
Fonte
Psicologado Artigos
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