O uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes causa prejuízos físicos, cognitivos e emocionais, incluindo miopia, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e dependência digital, afirmam psicólogos e neuropediatras. Pode resultar também em atraso na fala, dificuldades de atenção, sedentarismo e exposição a conteúdos inapropriados.
É cada vez mais comum ver crianças pequenas deslizando
seus dedos pelas telas de celulares e tabletes.
Por trás dessa prática que muitos pais podem julgar inofensiva,
especialistas destacam uma realidade preocupante, e as consequências negativas do
uso excessivo e precoce de dispositivos eletrônicos no processo do
desenvolvimento das novas gerações.
Isso ocorre porque a exposição intensa às
telas afeta diretamente o funcionamento do cérebro de crianças e adolescentes.
Especialmente nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento neural dos seres
humanos é moldado pela interação com o ambiente físico e o convívio com as
pessoas ao seu redor, o que não acontece nos espaços digitais.
Correr, pular, brincar com outras crianças,
manipular objetos e conversar são hábitos que ativam múltiplas áreas do
cérebro, contribuindo para o amadurecimento neurológico. Quando a criança passa
horas apenas consumindo estímulos audiovisuais, o cérebro não é desafiado a ampliar
funções complexas, como a empatia, a criatividade, a linguagem e principalmente
lidar com a frustração, fundamental no processo evolutivo infantil.
Por um lado, o celular também
possibilita o entretenimento, o estreitamento de vínculos entre amigos e
familiares. Além disso, incentiva a pesquisa pedagógica e a curiosidade,
facilitando o acesso e a democratização da informação.
A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda que crianças de até 5 anos de idade não devem passar mais
de uma hora por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone,
computador ou aparelhos de televisão.
Estudos
revelam que outra consequência para crianças e adolescentes do uso excessivo
do celular tende a inibir o hormônio do crescimento (GH ou
HGH).
Além disso, prejudica os estudos. “Ao menos 50% do que se lê em um celular como
fonte de estudo, não se consegue armazenar na memória a longo prazo”.
Diferentemente ocorre quanto o aprendizado na escola, onde tudo é
gradativamente continuado e, portanto, fixado.
A busca constante por
notificações, likes e interações nas redes sociais ativa o circuito da
dopamina, levando a uma sensação de prazer e gratificação que pode se
tornar viciante, em qualquer idade. E esse vício causa prejuízos ao sono,
à saúde física e mental do indivíduo.
Segundo
IBGE: o percentual, contudo, cresceu na passagem de 2023 (54,8%) para 2024
(56,5%), permanecendo acima de 50%. Menos da metade desse grupo tinha o
aparelho no período de 2016 (39,3%) a 2019 (46,7%). O uso excessivo do
celular por crianças e adolescentes preocupa especialistas.
Algumas dicas que
podem ajudar a manter uma rotina saudável em casa: seja exemplo, evite ficar
muito tempo no celular, para que a sua atitude inspire a do seu filho. Explique
os perigos que moram nas redes, como pedofilia, roubo de dados, bullying e etc.
Brinque mais com esta criança, ela necessita de interação, assim o tempo dela
será ocupado por ações mais saudáveis e afetivas.
Fonte: Terra

Celular não é brinquedo!
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