segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O impacto do uso de celulares por crianças e adolescentes

 


O uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes causa prejuízos físicos, cognitivos e emocionais, incluindo miopia, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e dependência digital, afirmam psicólogos e neuropediatras. Pode resultar também em atraso na fala, dificuldades de atenção, sedentarismo e exposição a conteúdos inapropriados.

É cada vez mais comum ver crianças pequenas deslizando seus dedos pelas telas de celulares e tabletes.  Por trás dessa prática que muitos pais podem julgar inofensiva, especialistas destacam uma realidade preocupante, e as consequências negativas do uso excessivo e precoce de dispositivos eletrônicos no processo do desenvolvimento das novas gerações.

Isso ocorre porque a exposição intensa às telas afeta diretamente o funcionamento do cérebro de crianças e adolescentes. Especialmente nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento neural dos seres humanos é moldado pela interação com o ambiente físico e o convívio com as pessoas ao seu redor, o que não acontece nos espaços digitais. 

Correr, pular, brincar com outras crianças, manipular objetos e conversar são hábitos que ativam múltiplas áreas do cérebro, contribuindo para o amadurecimento neurológico. Quando a criança passa horas apenas consumindo estímulos audiovisuais, o cérebro não é desafiado a ampliar funções complexas, como a empatia, a criatividade, a linguagem e principalmente lidar com a frustração, fundamental no processo evolutivo infantil.

Por um lado, o celular também possibilita o entretenimento, o estreitamento de vínculos entre amigos e familiares. Além disso, incentiva a pesquisa pedagógica e a curiosidade, facilitando o acesso e a democratização da informação.

A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda que crianças de até 5 anos de idade não devem passar mais de uma hora por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone, computador ou aparelhos de televisão.

Estudos revelam que outra consequência para crianças e adolescentes do uso excessivo do celular tende a inibir o hormônio do crescimento (GH ou HGH). Além disso, prejudica os estudos. “Ao menos 50% do que se lê em um celular como fonte de estudo, não se consegue armazenar na memória a longo prazo”. Diferentemente ocorre quanto o aprendizado na escola, onde tudo é gradativamente continuado e, portanto, fixado.

A busca constante por notificações, likes e interações nas redes sociais ativa o circuito da dopamina, levando a uma sensação de prazer e gratificação que pode se tornar viciante, em qualquer idade. E esse vício causa prejuízos ao sono, à saúde física e mental do indivíduo.

Segundo IBGE: o percentual, contudo, cresceu na passagem de 2023 (54,8%) para 2024 (56,5%), permanecendo acima de 50%. Menos da metade desse grupo tinha o aparelho no período de 2016 (39,3%) a 2019 (46,7%). O uso excessivo do celular por crianças e adolescentes preocupa especialistas.

Algumas dicas que podem ajudar a manter uma rotina saudável em casa: seja exemplo, evite ficar muito tempo no celular, para que a sua atitude inspire a do seu filho. Explique os perigos que moram nas redes, como pedofilia, roubo de dados, bullying e etc. Brinque mais com esta criança, ela necessita de interação, assim o tempo dela será ocupado por ações mais saudáveis e afetivas.


Fonte: Terra



 

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