sábado, 31 de janeiro de 2026

Ser Mulher importa!

 

 


Por que muitas mulheres ainda são vítimas, principalmente de seus parceiros?

Certamente por uma combinação de fatores estruturais, culturais e relacionais, enraizados no machismo e na desigualdade de gênero. A violência contra a mulher não é um fato isolado, mas sim reflexo de uma cultura patriarcal que legitima a dominação masculina, perpetuada na educação familiar até hoje.

A sociedade cultiva a ideia de superioridade masculina, muitas vezes tratando mulheres como propriedade. A violência doméstica ocorre frequentemente em contextos de discriminação e desprezo pela condição feminina, em maioria, associada a vulnerabilidade social.

Muitas mulheres permanecem em relações violentas devido à dependência econômica do parceiro ou por medo de não conseguirem se sustentar sozinhas com seus filhos.

73% das mulheres revelam ser o medo o principal motivo para não denunciarem ou buscarem ajuda, anulando toda família: sentem-se envergonhadas em pedir amparo.

A violência doméstica costuma ser recorrente, gera tensão, agressão e o perdão, manipulando psicologicamente a vítima, dificultando a ruptura de um relacionamento, já extremamente fragmentado.

A ocorrência de um círculo vicioso entre o uso de álcool e drogas, mesmo socialmente, gera ciúmes excessivos e sentimento de perda de controle por parte do homem, inconscientemente sente-se ameaçado, que frequentemente tendem a engatilharem a violência física ou o feminicídio. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, em todo o mundo, uma em cada três mulheres sofre violência, repetidamente praticada por parceiros da sua convivência.

No Brasil, cerca de 90% dos feminicídios são cometidos por maridos, ex-maridos, namorados ou familiares.

A persistência de qualquer tipo de violência física e/ou psicológica, moral, patrimonial e sexual reflete falhas sociais em garantir a igualdade plena e o respeito à integridade das mulheres, independente da sua idade cronológica. 

Para sair de uma relação violenta e doentia é preciso equilíbrio emocional, financeiro, social e familiar, que na maioria dos casos encontra-se desorganizada, por conta da pressão sofrida: buscar ajuda é o caminho, sempre haverá alguém para nos auxiliar.

 

Porque, nunca estamos sós!

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