Por que muitas mulheres ainda são vítimas, principalmente de seus parceiros?
Certamente por uma combinação
de fatores estruturais, culturais e relacionais, enraizados no machismo e na desigualdade de
gênero. A violência contra a mulher não é um fato
isolado, mas sim reflexo de uma cultura patriarcal que legitima a dominação
masculina, perpetuada na educação familiar até hoje.
A
sociedade cultiva a ideia de superioridade masculina, muitas vezes tratando
mulheres como propriedade. A violência doméstica ocorre frequentemente em
contextos de discriminação e desprezo pela condição feminina, em maioria, associada
a vulnerabilidade social.
Muitas
mulheres permanecem em relações violentas devido à dependência econômica do
parceiro ou por medo de não conseguirem se sustentar sozinhas com seus filhos.
73%
das mulheres revelam ser o medo o principal motivo para não denunciarem ou buscarem
ajuda, anulando toda família: sentem-se envergonhadas em pedir amparo.
A
violência doméstica costuma ser recorrente, gera tensão, agressão e o perdão,
manipulando psicologicamente a vítima, dificultando a ruptura de um
relacionamento, já extremamente fragmentado.
A ocorrência de um círculo vicioso entre o uso
de álcool e drogas, mesmo socialmente, gera ciúmes excessivos e sentimento de
perda de controle por parte do homem, inconscientemente sente-se ameaçado, que
frequentemente tendem a engatilharem a violência física ou o feminicídio.
Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, em todo o mundo, uma em cada três mulheres sofre violência, repetidamente
praticada por parceiros da sua convivência.
No
Brasil, cerca de 90% dos feminicídios são cometidos por maridos, ex-maridos,
namorados ou familiares.
A
persistência de qualquer tipo de violência física e/ou psicológica, moral,
patrimonial e sexual reflete falhas sociais em garantir a igualdade plena e o
respeito à integridade das mulheres, independente da sua idade cronológica.
Para sair de uma relação violenta e doentia é
preciso equilíbrio emocional, financeiro, social e familiar, que na maioria dos
casos encontra-se desorganizada, por conta da pressão sofrida: buscar ajuda é o
caminho, sempre haverá alguém para nos auxiliar.
Porque,
nunca estamos sós!

Perfeito!
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