quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Relação das crianças com os adultos

Uma das condições necessárias ao desenvolvimento humano, é estabelecer uma relação de vínculo entre a criança e os adultos que acolhem e esta com outras crianças do seu meio familiar, social e escolar. O desenvolvimento consiste não só numa tarefa conjunta, mas recíproca – a criança não é a única a desenvolver-se, a família também, desde a gestação, a preparação até o nascimento e todas as etapas futuras da vida da criança.

A criança é um projeto familiar que precisa ser recebido em famílias onde se foca na promoção do desenvolvimento da criança, onde há objetos e diversas atividades mediadoras da ação infantil. Os bebês são incentivados a gatinhar, a andar, a manipular objetos, a buscar aconchego, a brincar de esconder, a observar com atenção e interesse outras crianças e outros bebês, a cantar e a dançar. As crianças um pouco mais velhas, além das ações descritas, apreciam jogos defaz-de-conta, cantam, dançam, disputam objetos, ouvem histórias, escrevem bilhetes, planeiam festas, envolvem-se em investigações sobre animais, plantas e, principalmente, em brincadeiras, fazem amigos, choram e são consoladas, entre outras coisas. A criança, no seu desenvolvimento, depende da experiência na interação com parceiros mais vividos, das práticas culturais concretas, capacitando-as progressivamente a nomear pessoas e objetos, a imitar outros elementos que observa, a aprender a cuidar de si, a distinguir os sons, adesenhar, a formular perguntas, a elaborar respostas, influenciando-se e sendo influenciada.

A criança apropria-se de novas formas de ação sobre o meio e desenvolve maneiras de sentir, agir e pensar e vai delineando o conhecimento de si.
Os adultos são fortes mediadores das condições de desenvolvimento da criança.

A família, não é apenas “o quotidiano biológico”, mas também a forma de funcionar, a rede de significados que faz parte de todos e na qual a criança está inserida. Se a família possuiuma cultura depressiva, violenta, ou apática, entre outras formas de existência familiar na sociedade marcada pela desigualdade de acesso a bens sociais e culturais diversos, se é estruturada, integrada no meio ou desagregada, são fatores de vivência futura da criança até à idade adulta.




O desenvolvimento da criança não é avaliado apenas a partir das importantes significações recíprocas construídas nas interações de mãe, família e filho. Nos diferentes contextos do quotidiano, a crianças apropriam-se de diversas competências sociais, a depender das suas condições pessoais e da forma como interagem com outras pessoas, comos objetos e as situações – elementos cheios de significados que precisam ser interpretados pelos seus pares mais experientes.

Com estes pares, a criança aprende a ver mais longe, a fazer conquistas.Os pares ajudam-na a realizar ações que a levam para além de si, com o seu apoio para conhecer o mundo e a si mesma, numa relação onde há cuidado e vínculo afetivo em tempo integral.

Porém, com os afetos e representações, existem as práticas quotidianas que devem ser rigorosamente observadas: A criança brinca? Como brinca? Ela vê televisão? De que maneira? Alguém lhe dá comida? Como isso acontece? Como foi comemorado o seu aniversário? Frequenta regularmente a escola?

A criança tem necessidade destes afetos e destas práticas porque a grande parte da aprendizagem dá-se pela observação e pelo “fazer junto”. Portanto participar efetivamente da vida das crianças as tornam pessoas mais felizes e mais seguras!!!!

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