Durante muitos anos a história vem demonstrando o quanto se
fez e ainda faz-se necessário um processo de ensino e aprendizagem específico
aos surdos. Embora vários especialistas e estudiosos sobre o assunto, busquem
uma metodologia mais adequada às especificidades dos surdos, estes ainda estão
diretamente mais ligados aos ensinamentos
de professores ouvintes, do que professores surdos, ao passo que estes também
estão em minoria nas escolas.
A inclusão sempre deve acontecer mediante as necessidades
dos surdos e não dos ouvintes. Atualmente no Brasil existem muitas classes
especiais, recursos, espaços educacionais nas escolas regulares e escolas para
surdos, mas não o suficiente para atender adequadamente estes alunos
diferentes, certa vez tratados como excepcionais e comparados aos sujeitos com
defasagem neurológica acentuada.
As políticas públicas de ensino direcionam o processo
educacional e impõe o aprendizado através da expressão oral e auditiva, muitas
vezes desrespeitando a identidade cultural dos surdos. Ainda que existam
padrões universais de comunicação entre eles, muitos apresentam dificuldades de
adaptação e aprendizagem nas etapas escolares. Sabe-se que a língua de sinais
(Libras) facilita e permite o desenvolvimento intelectual e social dos surdos,
viabilizando a entrada no mercado de trabalho, bem como favorecendo a
competitividade e a permanência nele.
Importante salientar que a inclusão dos surdos nas escolas
regulares perpassa por espaços que possibilitem uma comunicação adequada a
realidade deles, facilitando o processo de aprendizagem e a auto estima.
O portador de deficiência auditiva merece ser observado e
valorizado frente as suas diferenças: linguística e cultural, hoje e sempre. A
falta de compreensão sobre a capacidade de aprendizagem e a preocupação em
inseri-lo no mundo dos ouvintes, reprime e freia o seu desenvolvimento
cognitivo e social, levando-o muitas vezes a exclusão da vida afetiva.
“...não é possível
defendermos ou negarmos incondicionalmente as políticas de inclusão. Podemos
apenas dizer da necessidade de se conviver com outro sem desejar fazê-lo como
nós...” Adriana Thoma
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